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| "No Brasil, plantamos os combustíveis do futuro", afirmou o Presidente Lula da Silva, ontem, na intervenção que fez numa cimeira empresarial que decorreu na FIL, ao lado do Pavilhão Atlântico, um pouco antes de começar o encontro político entre europeus e brasileiros. Numa frase, o presidente do Brasil explicava um dos interesses económicos em jogo: o gigante sul-americano quer tornar-se na Arábia Saudita dos biocombustíveis. Como sublinhou Durão Barroso, o investimento europeu no Brasil é maior do que o somatório do investimento europeu na China, Índia, Rússia e África do Sul. Na plateia estavam os representantes de empresas que representam uma fatia substancial do PIB português e brasileiro. Lula falou da questão do comércio internacional, mas também explicou o que o seu país tinha para oferecer: crescimento rápido, sem inflação; influência no Mercosul (o bloco comercial sul-americano). O presidente brasileiro lamentou as "oportunidades perdidas", numa referência ao "milagre brasileiro", quando a economia do seu país crescia a 14% ao ano. "Mas faltava a liberdade e, no final, os ricos tinham ficado mais ricos e os pobres tinham ficado mais pobres", disse Lula, ao acrescentar que agora seria diferente. O Brasil pode fornecer em larga escala biodiesel e bioetanol. E, para a Europa, estes produtos permitirão reduzir a dependência em relação à energia importada da Rússia e Médio Oriente, além de serem menos poluentes: o dióxido de carbono produzido pela queima é compensado pelas plantas. Os biocombustíveis encarecem os produtos agrícolas, mas serão úteis para cumprir as metas ambientais dos países ricos.| - L. N. |
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