Editora lança guia com sugestões para 2011
Nova Iorque e Albânia entre os melhores destinos turísticos segundo o "Lonely Planet"
O Lonely Planet acaba de editar um guia de viagens com as suas escolhas dos melhores locais para visitar em 2011, com listas de cidades, países, regiões, locais com melhor custo-benefício e experiências "a não perder".
No livro "Best in Travel 2011" há valores seguros como Nova Iorque – a primeira escolha na lista de cidades – e surpresas como a Albânia – número um na lista de países a visitar. A escolha da Big Apple é justificada com a abertura do memorial nacional do 11 de Setembro, enquanto o país dos Balcãs vale pelas suas "praias azuis, boa cozinha, locais históricos, vida nocturna, aventuras não muito caras e a possibilidade de viagens não planeadas à moda antiga com locais que recebem turistas, ainda uma novidade, de braços abertos", explica o guia.
Na lista das cidades, Tânger, em Marrocos, e Telavive, Israel, ocupam os lugares seguintes. A "cidade branca" marroquina, na costa, "está reluzente, já tem menos charlatões nas ruas e até os taxistas são bem-educados", garante o Lonely Planet. "Uma nova Tânger com estilo tem uma comunidade de arte dinâmica, edifícios renovados, bons locais para compras e novos restaurantes chiques."
Já em Telavive "há mais bares do que sinagogas, Deus é um DJ e o corpo de toda a gente é um templo", descreve o guia de viagens. A cidade mais cosmopolita de Israel é conhecida pelo hedonismo, cena gay e é ainda o local onde floresce a maioria da arte, filme e música do país.
Seguem-se ainda Wellington, Nova Zelândia (4º lugar: "tem mais bares, cafés e restaurantes per capita do que Nova Iorque" e o país vai receber o mundial de Rugby em 2011), Valência, Espanha (5ª posição, uma cidade à beira do Mediterrâneo cada vez mais internacional que "gozou a sua idade de ouro dois séculos inteiros antes do resto de Espanha"), e Iquitos, Peru (6ª lugar, a "megápolis do Amazonas peruano", "um antigo posto de comércio para as tribos da floresta, em que o caos do mercado e o tráfego rápido dos barcos fluviais conspiram para encher a cidade de uma energia viciante").
Para o final do 'top ten' ficam Ghent, na Bélgica: "pode ser a melhor cidade europeia que nunca pensou visitar, num país que continua a ser criminosamente ignorado"; Deli, na Índia, renovada após os jogos da Commonwealth e que comemora este ano o centenário da sua fundação; Newcastle, Austrália, e ainda Chiang Mai, a cidade da cultura da Tailândia.
Entre Cabo Verde, Vanutau ou Japão
Mas se a lista das cidades começa com um valor seguro, a lista dos países dá preferência a um destino "off the beaten track". À Albânia segue-se o mais popular Brasil, "que está a ter uma enchente de novos projectos com investimento de milhares de milhões de dólares" na preparação para o campeonato do mundo de futebol de 2014 e as olimpíadas de 2016, e em terceiro lugar aparece Cabo Verde, "um arquipélago que parece ter nascido de uma mãe caribenha e pai africano".
O Panamá, que está "na encruzilhada entre o século XXI e as idades mais antigas", está no quarto lugar e a Bulgária em quinto por ser "uma alternativa mais barata para europeus que procuram praias desertas", locais históricos e uma crescente indústria de vinho. Mais exótico é Vanuatu, em sexto lugar: 83 ilhas no Oceano Pacífico, um destino bom para quem procura "experiências autênticas".
Itália ocupa o sétimo lugar – por mais problemas políticos ou económicos que tenha o país continua a ser uma escolha sólida –, e a Tanzânia em oitavo, porque para além da "panópolia de vida selvagem africana", tem ainda uma "colecção inigualável de parques e reservas naturais".
Em nono lugar surge a Síria, país árabe que começa a sair do isolamento em relação ao ocidente e que é um dos mais seculares da região, e o Japão, em décimo, porque "apesar dos bifes de carne de Kobe a cem dólares e o ocasional momento 'Lost in Translation', o Japão é surpreendentemente acessível e fácil de usar".
Para além destas listas centrais, o livro inclui ainda os dez melhores destinos preço-qualidade do próximo ano (o primeiro é o Bangladesh), as dez melhores regiões (o Sinai, no Egipto) as dez melhores coisas para fazer em 2011 ("Abraçar uma árvore na Amazónia") e mais de 35 acontecimentos apresentados mês a mês, do Carnaval do Mindelo à passagem de ano em Copacabana, no Rio de Janeiro.